sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A última gota

Olá queridos e queridas, como passaram de ano? Passei com saudades de muitas pessoas, do blog, da poesia que encontro por ai, mas também foi bom para pensar em muitas coisas. Bom, essa abaixo é a primeira do ano e espero que gostem. Um beijo e um cheiro. XD





Foi o último pingo que caiu em mim
da goteira que era meu Ricardo.
Pingo gelado e transparente,
um pingo bem pingado.

E um dia foi o cojunto torrente
foi cachoeira, foi o mar inteiro
caindo da ribanceira,
dos nossos sonhos e do nosso calor.
Foi mera expectativa de um grande...
ahh.

Fechou a torneira, quem fechou?
Serviço mal feito, que ficou
Pingando em meu peito, por favor
Não molhe meu rosto
Não molhe meu rosto.

E pinga, pinga e pingas
Gotas de todos os gostos
Gostos de todas as gotas
Gotas de todas as grotas
Gotículas ridídiculas.
De dar gota.

Até que olhei no fundo do fundo
Ela se desprendeu vagarosamente
até o último fio e caiu
tão intensamente
com a força de sempre e sempre,

Só pude sorrir.

2 comentários:

  1. Ah, Nana! Como eu viajo nas suas palavras... Linda como sempre!!!

    Beijos.

    ResponderExcluir

Deixe sua alegria após o sinal, biiiiiiiip!